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Definição encontrada no Dicionário Instituto Francisco Sá Carneiro
Activo > Balanço

O balanço de uma instituição é um registo que representa uma fotografia da sua situação patrimonial num determinado momento no tempo (geralmente no final de um trimestre, semestre ou ano). É um conceito que tem maior aplicação às empresas, embora possa ser utilizado em instituições de outra natureza.

No caso de uma empresa, o balanço espelha o valor do que ela tem e divide-se em três grandes áreas:

  • Activo, que reflecte a forma como a empresa tem os seus recursos aplicados (isto é, as suas aplicações): em bens que a empresa possui; em dinheiro; em dívidas que terceiros têm para com ela.
  • Passivo, (também designado como Capitais Alheios), que consiste nas dívidas da empresa (seja dívidas a fornecedores, dívida bancária ou responsabilidades ainda não pagas ao Estado, por exemplo).
  • Situação Líquida (também designada como Capitais Próprios), dada pela diferença entre o que a empresa possui e o que tem direito (Activo) e o que deve (Passivo), e que é composta pelo capital usado para criar a empresa, e pelos resultados (positivos ou negativos) acumulados ao longo do tempo em que se encontra em funcionamento.

 

O Passivo e a Situação Líquida reflectem as origens das aplicações efectuadas (isto é, os recursos a que a empresa recorreu e que deram origem ao seu Activo).

Assim, num Balanço, o Activo é igual à soma do Passivo com a Situação Líquida, isto é, o Passivo (Capitais Alheios) e a Situação líquida (Capitais Próprios) financiam o Activo: 

Activo = Passivo + Situação Líquida. 

A representação gráfica do balanço é feita respeitando critérios de liquidez ou facilidade de liquidação (crescente ou decrescente). Se o critério for decrescente, por exemplo, ter-se-á, do lado do Activo, primeiro o Imobilizado (cujo valor demoraria bastante tempo a realizar se o quiséssemos vender); depois, activos mais líquidos, como existências, dívidas de clientes, etc.; e, finalmente, as chamadas disponibilidades (dinheiro e equivalentes, nomeadamente, aplicações de curto prazo). Do lado do Passivo, neste caso, registar-se-iam primeiro os passivos de longo prazo, (como obrigações e dívidas que se vencem num prazo mais distante); aparecem depois os passivos de curto prazo (que, em geral, têm que ser pagos no prazo de um ano, e em que se contam dívidas ao Estado, dívidas a fornecedores, dívida bancária de curto prazo. Na Situação Líquida ter-se-ia o capital próprio pela formação histórica dos respectivos valores (o capital inicial e as alterações que lhe foram sucedendo pela actividade da empresa (resultados transitados, resultado do exercício, reservas constituídas, etc.).

(última alteração: Dezembro de 2013)
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