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Definição encontrada no Novo Dicionário de Termos Europeus
Assistente Parlamentar

Cada deputado ao Parlamento Europeu pode propor a contratação de assistentes pagos pelo Parlamento, correspondendo ao perfil funcional e ao salário definido pelo deputado (dentro da verba máxima que lhe está atribuída).

O apoio não comporta (ao contrário da tradição na administração portuguesa) assessores e secretárias/os – todos os colaboradores são assistentes. Podem corresponder a níveis salariais diferentes e a perfis funcionais distintos, mas seguramente que não se encaixam nas funções de secretariado clássicas do século passado: agenda, dactilografia, atendimento telefónico, expediente e arquivo. O perfil funcional do apoio que o trabalho do PE reclama exige uma transversalidade de competências.

Nos dias que correm a agenda é integrada: deputados e assistentes consultam e alteram a agendaonline. Muitos deputados digitam textos e corrigem documentosonline, dispensando a antiga dactilografia. Parte crescente do expediente é digital e não chega a ser impresso em papel.

A maior parte dos deputados procura, por isso, assistentes de largo espectro que façam assessoria política/técnica/de comunicação e garantam apoio administrativo. Já ninguém deseja uma secretária passiva sentada na cadeira à espera que o telefone toque ou que o «chefe» precise de ditar um texto para ser estenografado.

O que se procura são colaboradores com iniciativa, proactivos, que antecipem problemas e proponham e desenvolvam soluções mais eficazes.

Há requisitos gerais essenciais a qualquer trabalho em equipa numa estrutura internacional:

• domínio de mais do que uma língua estrangeira;

• sociabilidade e simpatia (trabalho em equipa);

• capacidade de aprender e evoluir;

• iniciativa e empenho;

• dedicação e lealdade.

Qualquer assistente, para além das funções clássicas de secretariado, deve ter competências para:

• fazer pesquisa e análise de documentos;

• organizar dossiês;

• propor soluções e perspectivas de abordagem dos problemas e soluções;

• dominar ferramentas informáticas como processador de texto, cálculo (sobretudo para gráficos e tendências), criação e gestão de bases de dados e de apresentação e apoio a conferências;

• alimentarsitese blogues e dominar ferramentas de trabalho na Internet;

• organizar eventos;

• assegurar relações públicas.

À data da edição deste dicionário, existem cerca de 4.000 assistentes (para 751 deputados), o que inclui quer os assistentes acreditados em Bruxelas e em Estrasburgo quer os que trabalham nos países por onde são eleitos os deputados.

(última alteração: Novembro de 2015)
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